Especialista explica por que perder peso vai muito além de dietas restritivas e destaca avanços modernos que unem saúde, qualidade de vida e longevidade.

Emagrecer continua sendo um desafio para grande parte da população. De acordo com o médico especialista em ortopedia e traumatologia, Maurício Naves, do Instituto da Dor e Metabolismo, a dificuldade não está apenas na disciplina alimentar, mas no funcionamento do organismo.  “Muitas vezes o metabolismo está travado, o corpo entende a restrição alimentar como uma ameaça e passa a guardar gordura, como se fosse um urso em hibernação”, explica.

Para destravar esse processo, é preciso avaliar de forma completa a saúde do paciente, corrigindo deficiências nutricionais e, em alguns casos, associando medicamentos modernos, como os antagonistas do GLP-1 e novas substâncias já aprovadas nos Estados Unidos.  Porém, o primeiro passo é a decisão pessoal de mudança.

“Obesidade é uma doença crônica que hoje mata mais que acidentes de trânsito.  O paciente precisa assumir o compromisso de mudar, mas com acompanhamento especializado. Não existe receita única: cada caso exige um protocolo personalizado que avalia sono, alimentação, atividade física, suplementação, hidratação e até histórico familiar”, afirma.

Para o especialista, o emagrecimento sustentável depende de criar hábitos. A reorganização alimentar é apenas uma parte do processo: estabelecer rotinas, incluir exercícios físicos e reprogramar a flora intestinal são estratégias que ajudam a evitar o efeito sanfona e mantêm o corpo saudável.  “Não é só sobre perder peso, é sobre ganhar qualidade de vida. O cérebro e o intestino precisam estar em sintonia para que a mudança seja duradoura”, reforça.

Entre as novidades que transformaram o tratamento, o médico destaca as terapias injetáveis e protocolos que combinam perda de gordura e ganho de massa muscular. “Antes, emagrecer vinha acompanhado de perda de músculos. Hoje, conseguimos resultados equilibrados e até promover longevidade celular, reduzindo inflamações e prevenindo doenças metabólicas. Nas mulheres, por exemplo, a reposição hormonal após os 40 anos pode ser decisiva para resgatar energia e disposição.”

Sobre as populares “canetas emagrecedoras”, ele alerta: sozinhas, não fazem milagres. “Elas trazem resultados, mas precisam estar inseridas em um programa completo, com vitaminas, proteínas e acompanhamento médico. Usadas de forma inadequada, podem ser perigosas. A meta não é só emagrecer, mas viver mais e melhor.”

Maurício Naves – médico especialista em ortopedia e traumatologia. Fundador do Instituto da Dor e Metabolismo, em Três Lagoas – MS, um espaço que une ciência, inovação e empatia com protocolos avançados em terapias regenerativas, infusões medicamentosas e reposição hormonal para restaurar a saúde, frear o envelhecimento e devolver qualidade de vida aos pacientes.

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